O meu post anterior faz referência a uma matéria publicada no Yahoo Notícias sobre a qual fiz alguns comentários, a pedido da querida Ana Corina do Mãe de Cachorro. A matéria comentada tanto por mim quanto por ela segue abaixo, os meus pitacos estão [em negrito] e os dela [em vermelho].
Achei o artigo abaixo ontem e salvei pra postar pra gente. Fiz alguns comentários [em vermelho], mas, na verdade, vou pedir pra Sandrinha, super adestradora, também dar seus pitacos e nos mandar porque achei as dicas de adestramento [do artigo do Yahoo] meio duvidosas. E ela deu os pitacos... Extensos, úteis e deliciosos pitacos. Vou botar [em negrito] pra gente e atualizar o post, ok?
Mas a moral da história é: trate seu peludo como cão ou gato que ele é! Cuidar bem, SEMPRE, estragar mimando a ponto de botar a saúde deles em risco: NÃO!!
Fonte: Yahoo! Brasil
Por Ayrton Mugnaini Jr. / Especial para o Yahoo! Brasil
"Cachorro é um ser humano como outro qualquer." Foi com esta frase que determinado político entrou para a História do Brasil ao utilizar um carro oficial para levar sua cadela ao veterinário. Realmente, como político, ele foi excelente dono de bicho. E não é preciso ser político para se amar um animal como se fosse "um de nós", o filho ou irmão que não temos, ou o companheiro sempre bem-vindo, mesmo se for encontrado na rua, ou, talvez melhor dizendo, se ele nos encontrar.
Não há nada errado em dar ao cão nome de gente [Comentário da Sandra: Essa frase é um depende bem grande. Tem gente que se sente muito ofendida quando encontra um cão que tem seu mesmo nome, então, para evitar problemas, é bom evitar os nomes de parentes e amigos. Outra dica é não usar um nome muito curto, de uma sílaba só, nem um nome muito longo, com mais do que 3 sílabas. Vale lembrar que os cães não entendem português, eles entendem o som que cada palavra faz. Para facilitar a sonoridade, o ideal é escolher um nome com 2 ou 3 sílabas. E para finalizar esse assunto, dois mitos sobre nomes de cães. Primeiro mito: um cão depois de adulto não acostuma mais com outro nome. Isso é falso, pode mudar o nome sim, principalmente se o nome anterior está associado a sofrimento numa família que o maltratava. Segundo mito: o cão não entende apelidos. Isso também é falso, é possível escolher um nome e vários apelidos para o cão. Se todos forem usados com frequencia, o cão aprende a atender a todos eles. Só não vale exagerar e usar 20 apelidos, hehe! Mas um nome e uns 3 apelidos dá bem demais.] , vesti-lo com uma roupinha de gente (ainda mais se ele tiver pelo curto e o clima estiver frio) [Comentário da Sandra: Eu particularmente não gosto de roupa como acessório para cães. Acho que roupa só é válido como uma proteção, como roupas de frio e capas de chuva.] ou conversar com ele como se fosse gente [Comentário da Sandra: A gente até pode conversar hooooooras com os peludos, eu mesma não paro de falar com os meus, mas daí a eles entenderem, é uma diferença muuuuuuuito grande. Eles não entendem conversas, eles entendem os sons de palavras específicas, já conhecidas do vocabulário deles, e, principalmente, a forma como as palavras estão sendo ditas. Eles entendem facilmente a diferença entre sons de felicidade, de medo, de dor, de bronca, etc. Por isso não importa tanto o que a gente diz, mas é fundamental usar o tom certo de voz para cada ocasião. Não adianta querer ensinar o cachorro a fazer xixi dizendo aos berros: "É AQUI, É AQUI, JÁ FALEI MIL VEZES!!!!!" porque o cachorro só vai entender que o dono está fulo da vida por um motivo absolutamente desconhecido. Outro exemplo é quando a gente forma uma frase assim: "Rex, que tal se a gente fosse passear?". O cachorro entende assim: "Rex blá-blá-blá passear". E é só isso que ele precisa para captar o sentido da frase!]. Afinal, o cão também é um ser vivo, também gosta de ser bem tratado e acarinhado, também tem prazeres e sentimentos, e está provado que sua inteligência equivale a uma criança humana de dois anos e meio de idade [Comentário da Sandra: Sinceramente? Acho que comparar inteligências entre espécies distintas é sempre um grande furo. Não dá para tentar igualar a inteligência de um cachorro com a de uma criança. Afinal, uma criança consegue encaixar os blocos certos nos buracos certos de um quebra-cabeças, mas um cachorro consegue atravessar a rua sozinho, olhando para os dois lados. Cada qual com a sua inteligência específica, não faz sentido comparar quem é mais inteligente do que quem.]. Agora, devemos ter sempre em mente o outro lado da moeda: assim como crianças humanas não devem ser mimadas, excesso de paparico pode ser prejudicial ao cão [Pode ser?? É prejudicional e ponto final!!]. Se cuidar de menos é ruim, cuidar demais também é. Ou, como resume o verso de Erasmo Carlos: "proteção desprotege e carinho demais faz arrepender" [Comentário da Sandra: Cuidados e carinho nunca são demais. É fun-da-men-tal impor limites, treinar o cachorro e fazê-lo obedecer à palavra "não". O dono determina as regras e ponto final, não se discute. Mas para isso não é preciso reduzir a quantidade de carinhos e cuidados!].
Muita gente traz o filhotinho para casa e adora quando ele sobe na cama para dar bom dia. Adora até perceber que... um ano depois o filhotinho já virou adulto e se transformou num "homenzarrão" ou "mulherona" de quase vinte quilos que se recusa a não subir e mais ainda a descer da cama, afinal, sigamos o raciocínio canino: sempre o deixaram, por que proibir agora? Tem também as festas de aniversário quando, de repente, lá vem o "pidão" com aquele olhar de quem não come há meses, e ganha um pedaço de bolo aqui, um brigadeiro acolá, e, possivelmente, um problema digestivo ou circulatório que pode ser até fatal. Surge então a queixa inevitável a respeito do que poderia ter sido evitado: "Ah, o cachorro pediu tanto que eu não resisti, eu nem sabia que estava fazendo mal para ele..."
Há vários motivos pelos quais os cães devem comer ração especial para eles. Nossa comida pode lhes causar mau hálito [e a ração também, porque fica fermentando nos dentes...] e, por sujar mais facilmente os dentes, maior dificuldade na higiene bucal (cães são menos sujeitos a cáries, mas não a tártaro e infecção nas gengivas), sem falar que vinagre, sal, açúcar e outros temperos podem lhes fazer mal à saúde (cães também estão sujeitos a males como diabetes e colesterol) [não se comerem uma dieta carnívora crua]. Além disso, as rações têm antioxidantes que beneficiam algo que os cães têm em quantidade bem maior que os humanos: o pelo. E os dejetos resultantes são mais consistentes, menos fétidos e mais fáceis de limpar [na boa... vai dar uma ração com muito milho, soja e pouca proteína pra ver o que é tamanho, consistência e cheiro terríveis]. "Rações para cães têm fibras, proteínas, aminoácidos, tudo o que o cão precisa na quantidade balanceada", explica o veterinário Alex Luciano Fernandes. "Quem dá comida caseira para o cão, por exemplo, arroz, carne, cenoura, torna mais difícil balancear os nutrientes de que o bicho precisa. O excesso de proteínas, por exemplo, resseca as fezes."[Cães não digerem nem precisam de grãos, muito menos de vegetais, mas estes últimos podem ser dados como fonte de fibra porque mal não fazem. Ossos em excesso ressecam as fezes, mas é só dar fígado de frango que já solta rapidinho. E outra, na alimentação natural as quantidades são balanceadas, e a ideia é imitar a mãe natureza. Um bicho que eles caçassem teria mais carne pura, pele, órgãos e por último, ossos. Quem me diz o que quer comer na verdade são meus pequenos carnívoros e suas fezes. Se amolecerem, mais ossos, se endurecerem, mais carne pura, vísceras e peles. Hoje, jantaram sobrecoxa da asa de frango, amanhã vão comer coração de boi no café da manhã e por aí seguimos...] Comer ração implica em outros benefícios: "O cachorro come menos porque a ração atende melhor às suas necessidades alimentares, e por isso ele faz também menos cocô." [Bom, aqui sou obrigada a discordar e tenho lido e estudado horrores sobre o assunto. O que faz o volume das fezes aumentar são os grãos, como arroz, soja e milho, presentes também na ração. E cães não precisam de grãos. Voltei para a alimentação natural com os filhos e o cocô deles além de diminuir horrores, não tem cheiro algum...]
Obviamente, educar o cão implica em recompensá-lo quando ele se comportar bem, e isso inclui dar-lhe petiscos, mas aqueles especiais, não dos nossos. (Por sinal, os seres humanos fariam bem em observar melhor os próprios alimentos, temperos e petiscos.) Chocolate, nem pensar: o cacau contém teobromina, que a partir de certa quantidade é fatal a cães e vários mamíferos (lembramos por exemplo a atriz Elizabeth Taylor, cujo esquilo de estimação simplesmente morreu após devorar meio ovo de Páscoa sozinho. "Quando eu o vi morto, eu mesma quase morri", lembrou Liz anos mais tarde. "Chocolate é perigoso não só para cachorros, mas para todos os tipos de animais"). Felizmente, hoje existem chocolates especiais para cães. [E eu digo: pra quê???]
Se o cão vier filar bóia durante nosso almoço ou café, nada de lhe dar o que não deve comer [Comentário da Sandra: Na hora da refeição dos humanos, o cachorro não pode comer n-a-d-a. O peludo deve comer depois dos humanos, principalmente aqueles peludos com problemas de dominância. Na matilha quem come primeiro é o líder, o que tem mais prestígio. Quem divide comida, divide poder!], por coração mole ou para que ele nos deixe em paz, muito menos castigá-lo, afinal, pedir comida não é crime, pelo contrário, faz parte do instinto de conservação, e pedido não é roubado. Devemos conversar com ele [Conversar??? Socorro, Sandra!] [Comentário da Sandra: Conversar coisa nenhuma! O cachorro não entende conversa, não entende diálogo, não entende explicação. O cachorro também não entende frases no condicional: "Se você fizer isso, ganha aquilo". O cachorro entende sim e não, pode e não pode. E quem determina essas regras são os donos. Pedir comida na mesa, não pode! Se o cachorro olhar com cara de morto-de-fome, basta ignorar. Se ele insistir e começar a cutucar as pessoas ou a subir na mesa, basta afastá-lo quantas vezes forem necessárias até ele parar de insistir. Usar um spray de água agiliza o treinamento.] , negando-lhe nossa comida de maneira firme, porém afetuosa, e recompensá-lo por esperar pacientemente que lhe demos um petisco adequado [Comentário da Sandra: Com os humanos na mesa o cachorro não ganha nada, nunca. Se ele for recompensado, nunca vai parar de pedir. Se o dono quiser dar um petisco especial como um pedaciiiiiiiinho (foco no pedacinho pequenininho) de queijo por exemplo, deve reservar e colocar no comedouro do cachorro depois que tiver terminado a sua própria refeição.]. O mesmo vale para ensinarmos onde o cão pode e não pode dormir, brincar, fazer o número um e o número dois e passear.
Em resumo: não queremos o melhor para nossos filhos? Pois façamos o melhor (conscientes de que é o melhor mesmo) também para nossos cães, eternas crianças de dois anos e meio, sempre prontas a retribuir o prazer e alegria que damos para eles. [Excelente!] E o único cachorro que come comida humana (ou melhor, tranqueiras humanas) à vontade e passa muito bem é aquele dogue alemão maluco do desenho animado que passa na TV, o tão conhecido Scooby-Doo.
Fonte 1 e Fonte 2
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
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