terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dicas de como se comportar no consultório veterinário


Em janeiro de 2007, bem no começo do blog, fiz um post com algumas dicas que considero fundamentais para não entrar em roubada e cair na mão de algum veterinário mequetrefe [gente, fazia séculos que não escutava essa expressão, adorei!]. Dia desses ainda, conversei em diferentes ocasiões com duas veterinárias sobre a postura de vários colegas da profissão que não têm a menor consciência social e elas acham a mesma coisa. Não estamos falando em desvalorizar a profissão e sim do papel que os profissionais da saúde veterinária têm para contribuir com uma realidade muito melhor para os animais a quem juraram defender em sua formatura. Várias amigas minhas que moram em apartamento, e que por conta disso frequentam praças e outros locais cheios de outras pessoas passeando com seus cães, contam um caso pior do que o outro, é de arrepiar.

Gente, tem clínica aqui em Floripa cobrando R$400,00 pra castrar yorkshire. Nada justifica um preço desses e só demonstra a falta de responsabilidade social de muitos veterinários. Se um yorkie, que é geralmente um cão com menos de 5kg custa tudo isso pra castrar, vocês podem imaginar a dificuldade de alguém que retirou um cão das ruas, ou que comprou e que quer castrá-lo.

Sobre o mesmo tema, confiram as dicas da Revista Época.

I. Esteja presente
Nada de preguiça! O proprietário do cão tem que ir às consultas. Só assim você pode conferir de pertinho o resultado dos exames e compreender como medicar seu bicho. No caso de internação, é importante consultar o veterinário para saber se o cachorro pode receber visitas. “Dependendo da doença, não é recomendável”, diz o Dr. Mário Marcondes dos Santos, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira. “Mas há casos em que a presença é importante para o emocional do animal.”

II. Não tema o veterinário
O diálogo é fundamental para melhorar a qualidade da consulta, mas muitos donos de animais ficam acanhados ao conversar com um veterinário. “O jaleco branco é uma questão de higiene, não de autoridade”, diz o Dr. Santos. Procure um profissional de confiança para sentir-se confortável. Mas nem tanto: lembre-se de desligar o celular antes da consulta. Quem conversa ao telefone não consegue prestar atenção nas instruções e informações fornecidas pelo médico.

III. Tire todas as suas dúvidas. Mesmo!
Não entendeu alguma coisa? Pergunte! O dono de um cão não deve ter nenhuma dúvida a respeito de seu animal, seja sobre uma doença ou o resultado de um exame. E, se a dúvida bater depois da consulta, não hesite em pegar o telefone para conversar com o veterinário. Muitas vezes, o tratamento do seu bicho pode ficar comprometido se você não entender direito a dosagem da medicação ou uma dieta específica.

IV. Forneça o máximo de informações
Seu cachorro não fala. Por isso, você deve observar atentamente qualquer mudança de comportamento nele para notificar o veterinário. “Podemos descobrir várias coisas no exame clínico, mas a maneira que o animal age nos ajuda a identificar patologias logo no início”, afirma a Dra. Daionety Aparecida Pereira, diretora da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa). Quanto mais pistas para um diagnóstico, melhor. O proprietário também deve trazer a medicação atual, informação de dietas e o histórico de exames do seu animal.

V. Avise se o animal é agressivo
O comportamento do animal em uma clínica é imprevisível, em razão do instinto de proteção, do medo ou de lembranças de experiências ruins. Até um cão manso pode morder nessa situação. Se ele tiver temperamento agressivo, certamentente a equipe precisa ser avisada antes. “Veterinário não é adestrador nem domador de fera. O proprietário deve ter o controle” [o que infelizmente não acontece sempre, já que muitos donos levam o cão ao veterinário diariamente para que ele dê os remédios, porque os próprios donos têm medo do animal], diz a Dra. Daionety. Ela afirma já ter visto um cão morder o próprio dono antes de uma consulta [Ela já viu UM caso? Só UM?]. O problema pode ser solucionado por meio de sedação ou de equipamentos de proteção [e que tal TREINAMENTO???].

VI. Confesse tudo!
Seu cachorro come a pizza que sobrou? Bem, uma consulta não tem espaço para constrangimento. Você tem que admitir se dá comida da mesa ou compartilha alguma receita médica com seu pet. “Já fiz exames hormonais e receitei dieta para um poodle obeso. Mas ele só emagreceu depois que a dona faleceu. Foi quando descobri que a proprietária comprava caixas de chocolate para o cachorro”, conta a diretora da Anclivepa [chocolate é tóxico para os cães!!!].

VII. Exponha qualquer limitação financeira
O dinheiro pode ser um fator essencial para uma decisão médica, principalmente no caso de internação e cirurgias. O dono do cachorro precisa discutir suas limitações financeiras com o veterinário para evitar surpresas desagradáveis. Assim, ambos podem encontrar uma solução viável. “Muitas pessoas têm poder aquisitivo alto, mas não querem gastar; outras são pobres e dão um jeito de arrumar dinheiro para um tratamento”, afirma a Dra. Daionety Aparecida Pereira.

VIII. Trate bem o veterinário
Ele está ali para ajudar. Portanto, confiança, respeito e educação devem ser as bases do relacionamento entre você e o veterinário durante um tratamento. As chances de sucesso aumentam quando a comunicação é harmoniosa. Isso melhora o entendimento de uma doença e seus sintomas e da frequência dos medicamentos que o bichinho deve tomar.

IX. Tenha um plano
O dono e o veterinário devem bolar uma linha de ação para o acompanhamento médico de um animal. Vocês podem programar a periodicidade dos exames e vacinas, facilitando a agenda sem deixar de lado a necessidade do bicho. Em geral, um cachorro idoso precisa de mais atenção do que um cão com 2 anos de idade.

X. Não esqueça a coleira
Não dê chance ao azar: o cachorro deve usar a guia numa clínica veterinária [assim como em qualquer lúgar público]. A coleira reduz a chance de ele ter contato com outros animais doentes e evita muitos problemas. “A guia é imprescindível em lugares fechados, com animais que estão assustados e sentindo dor”, diz a veterinária. “Um cachorro já escapou da minha clínica e foi atropelado do outro lado da rua por negligência do dono.”

Fonte 1 e Fonte 2

Veterinários são seres humanos, logo, falíveis e passíveis de cometer erros. Como o seguro morreu de velho, não custa:

* SEMPRE pedir o número do CRMV do profissional escolhido e checar junto ao Conselho Regional de Medicina Veterinária do seu Estado;
* Pedir indicações de conhecidos antes de escolher;
* Ter SENSO CRÍTICO... Faça perguntas, anote as respostas. Nem tudo que os médicos nos dizem é verdade absoluta. Deixe sempre a pulguinha ali bem atrás da orelha e verifique as informações recebidas com outros donos de cães, na internet ou simplesmente levando a outros profissionais, de preferência por indicação de quem já passou por problemas parecidos;
* Pedir um prazo para que os resultados do tratamento comecem a aparecer e ficar atenta a eles;
* Exigir um diagnóstico claro, bem como seu prognóstico (tratamento);
* Solicitar os resultados de exames e radiografias até mesmo para mostrar a outros profissionais;
* Pedir o nome do princípio ativo dos remédios prescritos. Um exemplo: Baytril, Flotril e Zelotril são todos iguais (princípio ativo: enrofloxacina), só muda o nome e o laboratório. Sabendo disso você escolher qual comprar pelo laboratório (Bayer, Schering-Plough, Agener União, respectivamente) e/ou preço de cada um. Esta é uma boa dica para a compra de vermífugos!

Fonte

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